sábado, 31 de janeiro de 2009


A televisão apela demais disse antes de sair bater a porta em reprovação. O calor continuava infernal, por isso resolvi dar uma volta, respirar um pouco de ar não condicionado e ver o espetáculo de céu alaranjado, o começo do crepúsculo. Comprei uma coca em um dos quiosques e sentei naquela pedra de sempre, faziam um bom tempo que não ia ali. Talvez - essa mania do talvez gruda em mim como um mormaço - a harmonia do tempo não tenha mais tanta graça, como o término de uma série de livros, que encerra a espectativa do próximo volume, apesar de eu não ser a Isabella Swan e do Eduard Cullen não existir. Não que eu ache que o tempo esteja se estagnando, mas sinto falta de um pouco de mistério, do não ter como prever, supor certas coisas. Como um ciclo vital idiota onde somos tentados nos gastar, para não fugir aos padrões, isso é ridículo. Estava decepcionada com o final do livro, com a Danielli Minkoff, e principalmente por me ver um pouco em tudo aquilo, pequenos fragmentos de um final triste. Talvez devesse ser um pouco Bootie, ou talvez devesse me livrar dos personargens, mas no fim eles terminan se tornando partes de nós.
Os ultimos raios sumiam enquanto as pessoas passavam. Tinha ficado um bom tempo ali observando porque na volta para casa algumas lojas já estavam fechadas, e o sábio mendigo Sebastião com quem as vezes costumava conversar um pouco já estava dormindo na calçada da velha e inativa da fundação com seu cobertor amarrotado. Pensei que de alguma forma isso deve ser liberdade. Porque liberta de um trabalho cuja única finalidade seja o mísero dinheiro, que alimenta as futilidades das pessoas, dão a ilusão de uma falsa felicidade, mesmo sabendo que fora de suas residencias o mundo massacra. Cansei disso, dessas coisas de utopia, dormir na pia, supermetropia. Em "súmula" com o Peterson Ronaldo diria, eu só queria surfar.

3 comentários:

Márcio disse...

Menina estranha,

As vezes vc me impressiona, mas uma vizão tão diferente das coisas tinha que vir mesmo de alguém assim.
Sabe, eu também tenho uma pedra que se tornou a minha pedra.
Quem sabe não seja a mesma.] hehehe
Legal esse seu espaço.
Um abraço.

uedija natali disse...

que linda.....
josinha mui bom o texto!
espero que esteja sempre inspirida....
xeru

Clarissa Santos. disse...

Eu queria correr! :}

Relaxa, JOSEMA! =*