sábado, 20 de junho de 2009

I like the sea

Gosto do mar.
Gosto do sweater de mangas na preguiça do domingo. Do restinho de sol no fim da tarde. Gosto dos dias chuvosos, dos dias ensolarados, do céu cinza. Gosto do all star rasgado que todo mundo repara, do cheiro do café derramado, da voz que reclama em seguida. Gosto do cabelo caindo no olho, de sentir os grãos de areia sob o pé, do movimento das ondas se quebrando nos paredões de pedra, do céu azul...
Gosto de inventar palavras, de falar sozinha, do inglês mal pensado, bem escrito. Do Marvin perguntando "What the Fuck?" Gosto das caminhadas no calçadão, do hey you do Pink Floyd, dos gatos de rua que aparecem no quintal para comer presunto e conversar, dos vira-latas sarnentos que me seguem e dá vontade de levar para casa. Gosto do pacote de Doritos de duzentos gramas, das mãos que dividem o pacote. Gosto do barulho da motocicleta velha, da conversa no fundo do bus que é quase sempre o último a passar, do chuvisco que pega de surpresa, do disco arranhado dos Melvins. Gosto camiseta desbotada, do horizonte alaranjado, do telefone que toca na insonia da madrugada, do chocolate esquecido na gaveta, da voz suave do Kurt. Gosto dos amigos encontrados ao acaso depois de muito tempo sem ver, da janela do lado do cobrador, da caneta tinteiro herança da avó. Gosto dos bilhetes da oitava série, das palavras sem rimas, das páginas de cálculos intermináveis. Gosto do anonimato, dos comentários anônimos, da seriedade, do bem que a ciência faz, da botânica. Gosto do calendário rabiscado, da rotina sufocante, da universidade nos fins de semana, dos não feriados, sem nehum pesar. Gosto da coca-cola no calorão, do almoço de mãe, do lençol grosso, da carona no momento mais inesperado. Gosto da música no escuro, da música em todos os momentos, do calor ameno, da serra alta. Gosto do capuccino apostado, do chess perdido, de caminhar sem rumo, do livro que faz perder a hora, esquecer do tempo... Gosto da inspiração no meio da noite, de não precisar de despertador, da carta que chega de surpresa, de fazer visita sem avisar. Gosto do violão nos corredores da faculdade, dos vinis empoeirados, da musica antiga lembrada as pressas. Gosto de tudo isso, like very, very much e talvez do que eu mais goste seja desse gostar torto e sem limite, que supõe meus próprios limites, que nem eu mesma conheço ou talvez nem tenha. Gosto eu mesma de cria-los, de poder parecer grande, de chegar aonde eu quizer... far far away...

"Hey you,
Não me diga que não há nenhuma esperança
Juntos nós resistimos, separados nós caimos."
[Hey you - Pink Floyd]

9 comentários:

Eduard disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eduard disse...

Gosto de você Bella, June ou quem mais você for Josy.

Gosto principalemte quando escreve.

~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

Josy,

Você gosta das coisas boas da vida...

Beijo grande, menina linda.

Rebeca

-

Andarilho disse...

Você certamente sabe amar incondicionalmente, apesar de muitas vezes ser difícil. E não há como haver outra coisa senão verdade em nossas vidas quando se objetiva chegar a esse ponto. Há muito já diziam que a felicidade está nas pequenas coisas.

Estupendo.

Germano Xavier disse...

Gosto do teu universo, das palavras que de ti leio, das tuas misturas. Gosto de Josy.

Texto literalmente gostoso, Josy.
Carinho imenso.

Sigamos...

Germano Xavier disse...

Passando e relembrando, Josy.

Carinho imenso em ti.
Sigamos...

Bernard disse...

ótimo gosto.

Deu pra imaginar cada palavra escrita.

Judith disse...

Então vc vem, engana a gente que voltou e some de novo. Humpf!
Notícias, agora, só uma vez por semana, é? Aiaiaiai.
Não some, menina.
Beijão!

Anônimo disse...

:-) retribuindo a visita hehehe preciso voltar a escrever.. abraco