Change.! Hey you, can you feel me?.
Gosto de olhar as estrelas de cima da pedra depois que volto da faculdade, enquanto meu velho reclama do tempo em frente a tv. Gosto do silêncio lá de cima, da escuridão, da cidade adormecida enquanto o mundo gira sem parar e a gente nem percebe. Gosto de olhar os cachorros na rua, me lembra o vira-lata bolinha que gostava de pipoca e fazia cafuné. As vezes acho que amigos e pais não deviam morrer nunca. Bem, olhar as estrelas talvez seja uma maneira de conversar com eles nos momentos de solidão, me trás pazz.
Não gosto de superproteção. Gosto da chuva inesperada, aquela que pega de surpresa e faz a gente perceber que a felicidade está nas mais minúsculas coisas. Gosto do sabor do vento na janela do ônibus, do balanço na rede, a conversa jogada fora, da sombra de uma árvore bem frondosa. Continuo gostando das caminhadas matinais, acreditando que escrever é a melhor terapia, que a melhor companhia vai ser sempre a música. Algumas coisas continuam mudando, a evolução do Darwin vai me impressionar forever. Aprendi a esperar final do livro. A ouvir grosserias sem a necessidade de revidá-las. A deixar que o tempo corra naturalmente, sem querer apressar as coisas. Só não aprendi ainda a gostar de Piaget. Eu gosto mesmo é de Freud. Afinal, ser normal deve ser muito chato. Que bom que a voz do Robert Plant torna as coisas mais simples.
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Hey, Jude, don't make it bad, take a sad song and make it betterRemember, to let her into your heart, then you can start, to make it better. [Hey Jude - The Beatles]
...more near.!
