sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Change.! Hey you, can you feel me?

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Gosto de olhar as estrelas de cima da pedra depois que volto da faculdade, enquanto meu velho reclama do tempo em frente a tv. Gosto do silêncio lá de cima, da escuridão, da cidade adormecida enquanto o mundo gira sem parar e a gente nem percebe. Gosto de olhar os cachorros na rua, me lembra o vira-lata bolinha que gostava de pipoca e fazia cafuné. As vezes acho que amigos e pais não deviam morrer nunca. Bem, olhar as estrelas talvez seja uma maneira de conversar com eles nos momentos de solidão, me trás pazz.
Não gosto de superproteção. Gosto da chuva inesperada, aquela que pega de surpresa e faz a gente perceber que a felicidade está nas mais minúsculas coisas. Gosto do sabor do vento na janela do ônibus, do balanço na rede, a conversa jogada fora, da sombra de uma árvore bem frondosa. Continuo gostando das caminhadas matinais, acreditando que escrever é a melhor terapia, que a melhor companhia vai ser sempre a música. Algumas coisas continuam mudando, a evolução do Darwin vai me impressionar forever. Aprendi a esperar final do livro. A ouvir grosserias sem a necessidade de revidá-las. A deixar que o tempo corra naturalmente, sem querer apressar as coisas. Só não aprendi ainda a gostar de Piaget. Eu gosto mesmo é de Freud. Afinal, ser normal deve ser muito chato. Que bom que a voz do Robert Plant torna as coisas mais simples.
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Hey, Jude, don't make it bad, take a sad song and make it betterRemember, to let her into your heart, then you can start, to make it better. [Hey Jude - The Beatles]
...more near.!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Yes, we can.


Tive uma professora que todos os anos no dia de seu aniversário juntava um multirão em sua casa para preparar enormes panelas de sopa e destribuir nos barracos sujos e mal amanhados de uma faveinha perto de casa. Na época eu era apenas uma criança desajeitada, mas comparecia, pois acreditava que de alguma forma aquilo estaria ajundando, talvez instigando-as para que tirassem as vendas dos olhos, uma tentativa frustrada de desperta-las de seus mundos. Eu gostava daquilo, mesmo sabendo que aquilo na verdade não alterava em nada as coisas, que as pessoas não precisam de esmolas, e sim do que lhes é de direito, precisam de medidas da administração pública, dos políticos de processos arquivados. Nos meus tempos de PJ admirava as pessoas que se dedicavam as outras, pelo menos por alguns minutos. Hoje as pessoas não conseguem carregar o peso da responsabilidade e acabam alterando as coisas... até mesmo os grupos de jovens só se manifestam em prol de coisas prórpias e futilidades. Enfim, essa semana encontrei a tal professora em uma gincana de colégio paricular e fiquei sabendo que o movimento acabou devido a falta de voluntários e falta de tempo. O tempo as vezes parece inimigo. O fato é que foi bom ver aquela juventude toda reunida, gritando em suas caras pintadas, esse fervor todo é contagiante, me lembra força. E se podemos fazer tudo isso por uma simples gincana, imagine o que podemos fazer diante de causas maiores... Não somos tão tolos quanto eles pensam, sim, nós podemos. As vezes fico imaginando o que vou estar pensando depois da universidade, se vão restar apenas memórias, tenho um pouco de medo de ficar como eles, me trancar em um casulo imaginário e esquecer que o mundo existe. Talvez ainda existam pessoas não influenciáveis. Ou talvez eu esteja apenas trazendo o mundo do meu blog para a vida real. Talvez eu esteja mesmo precisando de uma dose forte de realismo.
perhaps, perhaps...
PS: O Roger Waters diria:
"and all the luck,its what I got,Its what I wear,Its what you see,It must be me,Its what I am!"
[Vegetable man - Pink Floyd]

sábado, 15 de agosto de 2009

Dream/

sobre essas coisas que a gente não sabe porque sonha...

Havia um cheiro de bolinhos de avó inundando o ambiente. E uma fresta de sol do finalzinho da tarde, que dava às coisas um tom amarelado, bonito. Tinha também um vaso branco e uma violeta solitária, a preferida da vovó. Havia uma janela aberta, as hawaianas na calçada e um viralatasarnento cochilando. Ele nunca esteve tão bonito antes com sua cara de cachorro. Tinha um céu azul e a voz suave do Dylan. Parecia distante. E além dele havia pessoas na calçada com seus pensamentos esvoaçantes, gastando os passos enquanto gasto as palavras dessas velhas teclas. Sócrates tinha razão, eu pensava... o homem talvez seja mesmo a sua psyché.

perhaps, perhaps...