segunda-feira, 30 de junho de 2008


Os sintomas do resfriado estão indo embora à medida que os comprimidos acabam. É estranho essa coisa de controlar o tempo. De ficar esperando que se completem as próximas 12 horas. É estranho também que liberdade às vezes seja somente acordar se sentindo livre do poder que as pessoas têm de te magoar. Os noticiários das ultimas semanas estão dizendo que os empregos formais cresceram no país. O quarto continua levemente bagunçado. Quando os finais de semestres se aproximam os objetos se libertam do domínio e as apostilas não cabem mais na estante. Definitivamente, apostilas são detestáveis. Ocupam muito espaço, ficam desordenadas e é muito fácil perde-las. Perder. A vida é mesmo uma CPP, quando escolhemos algo, na verdade estamos escolhendo perder algo também. Que difícil então. Mas, não podemos ter tudo né?

“É “de esquerda” ser a favor do aborto e contra a pena de morte, enquanto direitistas defendem o direito do feto à vida, porque é sagrada, e o direito do Estado de matá-lo se ele der errado.” ~Luís Fernando Veríssimo

terça-feira, 17 de junho de 2008

Ela acordou.
Pela janela o mundo estava estranho e silencioso.
Não sei como ela consegue olha-lo assim com todo aquele barulho de buzinas.
Na sala, a tv espalhava o jornal e seu noticiário comum, que ela não entendia ser comum. The evil that men do lives on and on. As coisas são. Isso é fato inquestinável. Quando se descobre que arrumar mochila logo cedo desperta pensamentos, eles passam a vir automaticamente. E quando não se sabe o que fazer para dispersa-los, não adianta mesmo tentar porque eles vão ficar ali, o tempo inteiro martelando até a cabeça explodir. Ela pensa que uma grande falha humana é a incapacidade de parar de pensar, de inexistir pelo menos momentaneamente.
Mas ela pensa demais. E essa mania de querer carregar o mundo... de querer ser tudo. Ela nem sabe mais o que é defeito e o que é virtude.

*Ultimas págs da trilogia, tô sem tempo pra ler, ovindo the evil that men do, uma dor de cabeça infernal.