segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008


Interessante.
Acabei de descobrir em um teste (desses meio idiotas que te mandam no e-mail) que sou louca e barulhenta. E calma. E que existe mesmo gente assim. Que não duvida das pessoas imaginárias que outrora vê, mas que também nunca teve coragem de falar com elas. Houve um tempo que eu passava as férias na casa dos avós maternos. E ficava sentada perto do fogão à lenha, vendo as faíscas que saltavam do fogo e depois se desfaziam no ar, tão brilhantes e tão apagadas. Como as pessoas e a alternância de seus lados incandescente e obscuro. Todos nós temos um lado obscuro. E ele é assustador. Eu ouvia umas lamurias junto com os estalinhos, e depois que tudo virava cinza ia dormir, pensando no ciclo do fogo. Por muito tempo duvidei que a sanidade e a normalidade. pudessem ser companheiras. Ainda detesto essas coisas, na vida elas são inadmissíveis. Mas sei que elas são justamente o contrário do que todos pensam. E eu não ligo muito para o que eles pensam...

PS: Pode ser que uma maluca que só liga pra livros e musica alta não tenha autonomia pra falar sobre essas coisas, mas lembrei disso agora.

“Quando as luzes estão apagadas é menos perigoso. Sinto-me estúpido e contagioso, aqui estamos agora, entretenha-nos. Eu achei difícil, é difícil de achar, bem tanto faz, deixa pra lá...”

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008


"Venda as crianças por comida
O tempo muda de humor
A primavera está aqui mais uma vez
Com o sujo dinheiro grande..."


In bloom version 2- Nirvana, 1992

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Livrando-se de velhas coisas


Hoje resolvi jogar algumas coisas fora. Acontece sempre comigo, os dias vão passando, e ocasionalmente descubro que já juntei uma bagagem muito grande de coisas que não preciso mais. Algumas que talvez até nunca tenha precisado.
As coisas acontecem de maneira que a gente vai se transformando no que vai ser pro resto da vida. E juntando uma bagagem que vai levar pra sempre. Essas são as coisas que realmente importam... Só que em algum momento, deixamos espaço em algum canto dentro de nós para coisas que acreditamos servir. Daí essas coisinhas vão se acumulando sem que a gente perceba e um dia descobrimos que nunca passaram de meras futilidade, meros caprichos. Descobri que essas coisas são muito dolorosas de se pôr no lixo. Que elas despertam verdadeiros turbilhões. E que é preciso muita coragem para abandoná-las. Como borboletas que abandonam o casulo, mesmo que para viver somente mais 24h.

"E a cada dia algo novo. Mente aberta para uma visão diferente, e nada mais importa."