quarta-feira, 26 de março de 2008


cercada por tantos e nenhum.
escutando boas musicas e palavras toscas,
lendo bons livros e jornais ultrapassados,
assistindo a documentários de reservas naturais e
Cercada por reservas de políticos corruptos.
vendo graças e desgraças a vida passa...
e eu só sei que existo, e persisto.

E que tenho um trabalho pra hoje. E queria queimar um incenso de hortelã e comer uma barra inteira de diamante negro.

"Há meros devaneios tolos a me torturar. Queria usar quem sabe uma camisa de forças, e não vou me sujar fumando apenas um cigarro, no mais tô indo embora baby baby, no mais...”

terça-feira, 18 de março de 2008

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O grande dia chegara novamente. Tão rápido.
Dessa vez estava diferente.
E a menina olhou mais uma vez a ampulheta e lamentou o tempo.
Grãos de areia riscam muito fundo.
E outra vez, quis num ímpeto de fúria, entender o mundo além da janela.
E as pernas que transitam lá em baixo.
E olhou retratos. E relembrou fatos.
E se tocou de que no fim não sabia nada.
Que corria apenas atrás do tempo, e tinha uma ânsia voraz de viver.
Não queria deixar que a vida simplesmente passasse...


“Uma menina que não falava, tão parecida como você e eu.
Que não fazia mau uso das palavras, mas se cansou dos sonhos que o mundo lhe vendeu, tão diferente de se ver...”

segunda-feira, 10 de março de 2008


“De nada adianta economizar alma...”

Dias errados não deveriam existir...
Porque depois deles sempre vêm o dia do conserto.
E seres humanos além de manual de instrução, não têm botões de ligar e desligar. (eu pelo menos nunca encontrei os meus)
Descobri que tem coisa que só se conserta uma vez.
E que pessoas têm manias e vícios de ficar futucando coisas velhas, procurando um jeito que não vem.
Sei lá, tem muita música que nunca vou cansar de escutar, e livros que não cansarei de ler. Mas tem coisas que acontecem uma vez e mudam o resto da sua vida.

"Todo mundo louco e o mundo vai bem...

quarta-feira, 5 de março de 2008


Acordei com o cheiro de agrião. Procurei por todo lado, mas era só minha imaginação. Às vezes a mente da gente parece querer voltar no tempo, estacionar em uma época boa que passou. Naquele tempo eu tinha sete anos e acordava bem cedinho (isso eu faço até hoje) para ir á escola. No caminho passava em frente à casa de uma senhora que tinha um canteiro de agrião, quando chovia era um cheiro maravilhoso, mas o que me chamava atenção mesmo, era que todos os dias ela estava lá, dedicando-se sem esperar nenhuma retribuição (eu pelo menos nunca vi inguém ficar rico vendendo agrião). O tempo passou, o canteiro nem existe mais, é muito fácil destruir as coisas que os outros constroem sem nenhuma piedade. Mas o tempo nunca passa em vão, sempre fica algo de nós que ainda não conhecíamos e é verdade mesmo, ninguém se conhece. A gente só sabe que de uma hora pra outra pode se tornar uma pessoa pavorosa, e que a estupidez humana é mesmo infinita, que banhos de chuva na volta da faculdade podem acontecer apenas uma vez na vida e você pode ter decidido se molhar só na próxima, que você pode não “estar nem ai” para o meio ambiente, pras crianças das Nigéria, pra guerra do Afeganistão, porque você tem muitas outras coisas para fazer. E é melhor daqui a muito tempo se preocupar com o que você deveria ter sido e não foi do que arriscar sê-lo agora. O mundo é mesmo muito cruel. E nós é que o fazemos.

"... e vou, a pé até encontrar um caminho um lugar, pro que eu sou.”